Atividade Fisica e Envelhecimento

Por: Tâmara

21 de agosto de 2011 16:54 | Saúde, Beleza e Bem-estar

Envelhecimento, composição corporal e treinamento resistido de força.

O número de pessoas acima de 60 anos vem crescendo expressivamente. Hoje, o Brasil tem 18 milhões de pessoas acima dos 60 anos, o que já representa 12% da população brasileira.

O envelhecimento vem acompanhado de várias mudanças na composição corporal, como o aumento gradual do peso durante a meia-idade seguindo por estabilização ou até o declínio em idades mais avançadas. Segundo um especialista, o aumento da massa corporal com a idade é devido, predominantemente, ao aumento do conteúdo de gordura corporal que ocorre pelo declínio do gasto energético, decorrente, principalmente, da diminuição da taxa metabólica basal que está associada à diminuição da massa muscular e do nível de atividade física.

Portanto, a chance de um idoso se tornar obeso é maior devido as alterações fisiológicas decorrentes do processo de envelhecimento. A obesidade é classificada como uma doença crônica e inter-relacionada direta e indiretamente com situações patológicas contribuintes da mobi mortalidade. Os problemas crônicos associados com obesidade podem ser agrupados em: doenças cardiovasculares, condições associadas com resistência à insulina, alguns tipos de câncer e doença da vesícula.

Existem relatos também sobre as alterações musculo-esqueléticos decorrentes do processo de envelhecimento. A sarcopenia, diminuição lenta e progressiva da massa muscular, é um grande desafio à população idosa. Com a dimunuição do tecido muscular, maior responsável pelo gasto energético total corporal, é necessário um controle alimentar mais adequado afim de evitar o acúmulo de substratos da alimentação, consequentemente, um maior acúmulo de gordura corporal. Além disso, a sarcopenia tem se como um importante fator de contribuição para a redução da capacidade funcional no envelhecimento, dificultando a execução das atividades diárias.

O exercício físico é de extrema importância para a manuntenção dos níveis de aptdão física relacionados a saúde dos idosos. Posner et al. e Carvalho et al afirmam que o treinamento de força aumenta o desempenho das atividades da vida diária. Conforme o ACSM, o treinamento resistido de força ajuda a preservar e a aprimorar esta qualidade física nos indivíduos mais velhos. Isso pode contrabalançar a fraqueza e fragilidade muscular e melhorar a mobilidade e a fexibilidade.

Carvalho et al. e Stadler et al. mostraram que o treinamento resistido em mulheres idosas provocou um aumento significativo na força máxima. Os estudos ainda mostraram que não existiu diferença significativa entre duas ou três sessões semanais de treinamento com pesos.

Portanto, estudos tem desmonstrado efeitos positivos do treinamento resistido de força no aspecto físico/funcional na população idosa. Além de provocar incrementos na força, na resistência muscular e na autonomia na terceira idade, os exercícios resistidos de força também tem se mostrado bons para o controle do peso corporal. Esse fato pode ser explicado pelo maior gasto energético diário, decorrentes do treinamento e do aumento da massa muscular, e pela melhora funcional, o que, por sua vez, pode proporcionar um estilo de vida mais ativo nessa população.

Por fim, a melhora nos componetes da aptidão física relacionados à saúde, em especial a força e a composição corporal, decorrentes do treinamento resistido de força pode auxiliar na diminuição de doenças crônico-degenerativas. Entretando, deve-se levar em consideração o nível atual que se encotra cada indivíduo. Ainda, não deve-se desconsiderar aspectos psico-sociais como fator limitante da prática de atividade física na terceira idade.

Philippe Fanelli Ferraiol