Tomate é fonte riquíssima de nutrientes

Por: Tâmara

19 de novembro de 2010 18:06 | Alimentos de A a Z

Uma reportagem de Fabiana Gonçalves, disponível na revista Dieta Já!, traz informações interessantes sobre as propriedades nutricionais e medicinais do tomate – essa rica hortaliça presente em quase todas as refeições dos brasileiros. Confira a matéria que reproduzimos a seguir:

Pelos poderes do tomate

Ele está entre as frutas mais consumidas no mundo inteiro. Riquíssima fonte de vitaminas A e C, contém, ainda, sais minerais, além de ter poucas calorias. Viva o vermelho mais querido do País!

Tomates

Presente no prato dos brasileiros como acompanhamento da salada, nos molhos de macarrão, carne e em infinitas receitas culinárias – salgadas e doces, sem esquecer dos sucos – a verdade é que pouca gente sabe da importância que esta fruta tem para o melhor funcionamento do nosso organismo.

Até bem pouco tempo, o tomate (que pertence à família das solanáceas, assim como o pimentão, a berinjela e a batata) estava bem longe do pódio em termos de propriedades nutricionais e valores funcionais. Entretanto, pesquisas científicas mostraram que seus poderes e benefícios fitoterápicos vão muito além das aparências.

Rejuvenescedor

“O tomate é rico em vitaminas A e C e em minerais como fósforo, ferro, potássio e magnésio, grande fornecedor de fibras, e o principal: valiosa fonte de licopeno, um carotenóide responsável pela cor vermelha”, explica a nutricionista Maristela Gomes de Sá Francisco, da Clínica Equilíbrio Nutricional (SP). “Essa substância é um poderoso antioxidante que combate os radicais livres, e tem o consumo associado à queda no risco de diversas doenças crônicas, comuns na vida moderna, como a hipertensão arterial, aterosclerose, diabetes e até alguns tipos de câncer, principalmente os de mama e próstata.

E, atenção: o tomate retarda o envelhecimento precoce”, complementa o nutrólogo Edson Credidio, diretor da ABRAN (Associação Brasileira de Nutrologia). Segundo ele, o licopeno também está presente, em menores quantidades na melancia, goiaba, morango e mamão. “Quanto mais intenso for o vermelho do tomate, mais rico em licopeno ele será”, informa o médico. “Estudos demonstraram que alimentos contendo licopeno reduzem também a possibilidade de câncer do intestino, do estômago, da bexiga, do colo uterino, da pele e dos pulmões. Se não bastasse, ainda previne o surgimento de doenças cardiovasculares, em especial a aterosclerose e, conseqüentemente, diminui a probabilidade de infarto, devido à redução da taxa de oxidação do LDL (colesterol ruim)”, complementa Credidio.

No mercado, nos sacolões e nas feiras livres podem ser encontrados vários tipos de tomate: o Santa Cruz, o Caqui, o Débora, o Cereja e o Saladinha. Suas características mudam levemente. O ponto comum a todos: têm apenas 18 calorias por 100 gramas.

Cozido e com azeite!

De acordo com os especialistas, por ser um carotenóide, o licopeno contido no tomate é mais bem assimilado na presença de gorduras saudáveis. Por isso, para facilitar o transporte, a absorção e a ação dele no organismo, acrescente um fio de azeite de oliva virgem. E nada de aquecer o azeite, para que ele não perca suas propriedades. No entanto, os benefícios nutricionais do tomate são mais satisfatoriamente absorvidos quando aquecidos. “Isso ocorre porque o processo de aquecimento do fruto aumenta a biodisponibilidade do licopeno”, afirma Maristela. Assim, melhor do que consumir o tomate cru, na salada, prefira-o sempre cozido e, de preferência, maduro. “O molho de tomate cozido tem taxas maiores de licopeno do que os tomates crus ou do suco fresco”, endossa o nutrólogo.

Sem pele é mais saudável

Tomates

Se for comer o vermelhinho cru e com casca, é fundamental higienizá-lo bem antes. Lave-os em água corrente e deixe de molho em 1 litro de água filtrada com 1 colher (sopa) de água sanitária por 30 minutos. Enxágüe com água filtrada. “Deixá-los de molho em água sanitária ou em vinagre não elimina os resíduos de pesticidas ou agrotóxicos, mas sim os microorganismos que possam estar na casca e causar doenças”, diz Credidio.

Para facilitar a retirada da pele ou casca do tomate, espete-o com um garfo e leve-o ao contato direto com a chama do fogão (como se faz com o pimentão). Mantenha uma certa distância para não queimá-lo e vire o fruto até começar a soltar a casca. “Dessa forma você vai eliminar em torno de 80% dos agrotóxicos”, informa o engenheiro agrônomo João Pedro Nunes Pereira, de São Paulo.

Fonte – Revista Dieta Já! online – http://dietaja.uol.com.br/saude-fitness/115/artigo16584-1.asp