Alga, o alimento leve e nutritivo que faz bem à saúde

Por: Tâmara

22 de março de 2011 14:18 | Alimentos de A a Z

Quem frequenta restaurantes típicos japoneses geralmente aprecia o sushi, aquele “enrolandinho” de arroz com alga marinha e legumes. Mas há várias formas de incluir as algas comestíveis na sua dieta, seja em saladas, sopas, cozidos e até em sobremesas.

Segundo a nutricionista Priscila di Ciero, especialista em nutrição esportiva funcional, as algas são alimentos supernutritivos, que fazem bem aos cabelos, pele e unhas. Nem todas, porém, são comestíveis – várias são usadas em cosméticos e muitas variedades são produzidas em todo litoral brasileiro.

De acordo com ela, as algas das variedades kombu, nijiki, wakame, nori, entre outras, são altamente mineralizantes e ativadoras de funções cerebrais e endócrinas. Ela comenta que pesquisas recentes demonstram que os derivados da alga marinha inibem crescimento de câncer e tem atividade antiviral. Ajudam a limpar pulmões e a varrer pra fora do organismo os metais pesados do ambiente. Por conterem iodo, as algas evitam o bócio – o aumento da glândula da tireóide conhecido popularmente como “papo” – que tem como uma das causas a deficiência de iodo na dieta.

A nutricionista dá ainda uma dica para facilitar o consumo de algas: “Recomendo muito a alga kombu para ser cozida junto ao feijão. Ela desmancha e, depois de temperado o feijão, nem dá pra perceber o gosto, às vezes forte, de peixe”.

No Blog da Cozinha Saudável, da Dra Fátima Queiroz (farmacêutica química e especialista em naturologia aplicada com curso de formação em clínica natural – alimentos e plantas na prevenção e tratamento de enfermidades), há uma matéria sobre algas, suas características e benefícios à saúde humana. Leia, a seguir, parte deste artigo:

A alga na alimentação

As algas, excelente fonte de muitos nutrientes essenciais ,contêm 60% de proteínas e são derivadas dos 8 aminoácidos essenciais.Geram um efeito energético no fígado facilitam a remoção de toxinas reduzindo os níveis de estresse no corpo. Elas contêm todos os minerais com destaque para o Iodo, o qual é necessário a glândula Tireóide na produção de hormônios reguladores do metabolismo do corpo,O conteúdo mineral varia de acordo com o tipo de alga, mas a maioria, contém Cálcio, Cobre, Ferro, Potássio e Magnésio. Finalmente a alga fornece nutrientes que têm efeitos positivos sobre o sistema nervoso,suprindo àqueles que o estresse rouba do corpo.

A sua riqueza em minerais, vitaminas e proteínas confere às algas propriedades nutritivas, regeneradoras, antipoluentes, antibacterianas e antiradioactivas que em muito podem beneficiar a saúde de quem as consome. As algas comestíveis são de origem marinha e as mais comuns no oceano Atlântico são: agar-agar, dulse, esparguete do mar, fucus, kombu, musgo da Irlanda e nori. Existem outras algas uitlizadas na culinária e que são mais comuns dos mares do oriente: aramé, hiziki, alface do mar, wakamé.

Características

Confira algumas características das variedades de algas mais utilizadas no Ocidente:

Agar-agar – Agar é uma palavra malaia que quer dizer gelatina. Na verdade, a agar agar não constitui uma alga mas o extrato de cerca de 8 tipos de algas marinhas da espécie agarófita. Existem, por isso, diversos tipos de agar, de acordo com a alga de onde são extraídos. A agar mais consumida entre nós é extraída da alga gelídium sesquipedale que é uma das agar mais conceituada em todo o mundo.

Este extrato tem um poder gelificante cerca de 10 vezes superior ao das gelatinas animais. É a “alga com mais baixo teor de calorias, mas apresenta um alto teor de vitaminas (A, B1, B2, C e D) e minerais (cálcio, fósforo, magnésio, iodo, silicio, zinco, bromo e selénio), sendo utilizada para combater estados de fraqueza física ou reduzir o colesterol. É também indicada para combater a obstipação e favorecer a eliminação de toxinas por via intestinal.

Uso culinário – é uma gelatina que ajuda a melhorar a textura dos pratos e alimentos, substituindo a gelatina de origem animal. É comercializada sob a forma de tiras ou pedaços, flocos ou em pó. Utilizada na preparação de pudins, gelados, tartes, compotas, xaropes, molhos, maionaises e recheios.

Dulse – Alga da família das rodofitas, que apresenta cor vermelha escura, que pode medir até cerca de 50 cm e que vive em águas profundas. É muito rica em minerais de onde se destacam o ferro, o potássio e o iodo, bem como as vitaminas C e betacaroteno. Apresenta ainda um alto teor proteico.

Uso culinário – indicada para saladas variadas e cozinhada, pode ser utilizada em todos os pratos rápidos, pois a sua cozedura é instantânea. Especialmente indicada para a confecção de molhos. É uma alga muito tenra e suave, ideal para se ingerir crua.

Hiziki – Alga escura da família das feofíceas, tem a consistência de espaguete, e um gosto e textura mais fortes que a alga aramé, contém muito ferro, cálcio (14 vezes mais que o leite) e proteínas.

Uso culinário – usada normalmente como prato adicional. Pode ainda ser usada salteada e recheada, podendo ser usada crua em saladas em pequenas quantidades, assim como para acompanhar cereais.

Kombu – Alga de grande tamanho, chega a atingir 2,5 m, é a variedade mais consumida em todo o mundo. Apresenta altos teores de cálcio, magnésio e iodo e possui um grande teor de ácido algínico, responsável pela prevenção da contaminação do organismo por poluição ambiental.

Uso culinário – rica em ácido glutâmico, combina muito bem com cereais tais como arroz, massa, hamburguer vegetal e pode ser usada em pó para o fabrico de massas e pão. A água da cozedura pode também ser utilizada em pratos variados.

Musgo da Irlanda – Alga vermelha da família das rodófitas, apresenta altos teores de carragenina que é um espessante, emulsionante e protector da mucosa intestinal. Tem alto teor de proteinas, vitamina A, cálcio e ácidos gordos insaturados. Apresenta um sabor bastante neutro.

Uso culinário – especialmente indicada para flans, saladas, sopas e purês.

Wakamé – Alga parda da família das feofitas, a sua cor oscila entre o verde e o castanho claro. O seu tamanho pode chegar até ao metro e meio de comprimento e apresenta textura e sabor suave. É ideal para quem quer iniciar um plano alimentar com algas. Rica em minerais, apresenta 11 vezes mais cálcio que o leite. Também possui alto teor de fósforo, iodo e proteínas.

Uso culinário – indicada para saladas, sopas, pratos vegetais, molhos, massas, tartes, pizzas, recheios, pão e bolachas.

Fontes: Blog da nutricionista Priscila di Ciero – http://www.prisciladiciero.com.br/blog/2010/08/28/algas-marinhas-na-dieta/
Blog da Cozinha Saudável – http://cozinhasaudavel.wordpress.com/2008/03/11/talassoterapia-algas-e-receitas/

Site Viva saudável – http://www.vivasaudavel.pt/gca/index.php?id=241

  • Naza

    Valeu, ajudou no meu trampo. Boas ajudas pra ti também!